domingo, 24 de julho de 2011

Ep.3 - Hematomas do Chalé


    Depois de ter conhecido a todos estávamos os cinco íntimos desde então. Eu sinceramente achava que passaria as férias sem os chatos dos meus pais, mas sozinho. A idéia de ter amigos novos nunca me fez ficar tão feliz na vida. Saíamos pra beber e nos divertir por Magdburg, que por sinal era bem aconchegante. Fiquei bem amigo de Tom, pois ele me mostrava todos os Points legais da cidade. Fiquei feliz por ter companhia nas minhas primeiras férias sem minha a 'mini' família composta somente por meus pais e eu, e principalmente por meus amigos serem tão unidos. De fato eu sabia que algo entre eles não estava certo e isso atiçou minha curiosidade De certa forma eu sabia que a relação deles era mais que de amizade. Deles? Eu mal sabia se Nina era realmente namorada de Bill, se Lena queria algo comigo e Tom... Bem, acho que todas queriam Tom. Ele certamente não era uma carta fora do baralho. Poderia eu obter minhas respostas naquela noite?
    No último fim de semana do recesso, fui logo de manhã ao chalé da Lena perguntar se iríamos fazer algo durante os últimos três dias de férias. Agasalhei-me bem, pois faziam 30°F. Saí neve a fora em direção a seu quarto.

   -Lena! - gritei perto de sua janela, ela apareceu pela fresta e me mandou entrar rápido, pois o frio estava congelante. Nestas quase duas semanas nós não havia entrado no chalé de nenhum dos meus novos amigos e nem eles nó meu. Entrei quase que correndo porta adentro para me abrigar do frio.
 
-Bom dia Gê. Veio me acordar?- disse Lena com sua cara sempre irônica virando as costas para mim, andando em direção a poltrona. Sentou-se e olhou para mim, esperando que eu me pronunciasse.
 
-Desculpa, mas fiquei com medo de a gente ficar sem tempo pra curtir os últimos dias. Vamos sair cedo hoje pra aproveitar bem. Liga pro pessoal. - Enquanto eu falava Lena se levantou devagar, me olhando fixamente, aproximou-se a uma distância que eu considerava perigosa, pois eu queria mais que tudo tirar a pouca roupa que ela usava naquela hora, com vigor, pois desde o primeiro dia em que a vi, tive um desejo nela. E Lena certamente não era de se dispensar fácil, fácil.
 
-Na verdade se você for agora acho que perderá muito mais seu tempo. Se ficar, prometo que te compenso - Lena me olhava. Eu realmente gostaria de saber onde ela queria chegar se insinuando daquele jeito

-Lena, eu só vim aqui pra perguntar se você vai sair com o pessoal. - Disse eu tentando fazer com a que a situação não piorasse.

-Gê, eu queria que soubesse que você é um cara bonito e qualquer garota faria de tudo pra te ter. - Lena deu um passo à frente. Minha expressão mudou de uma forma brusca. Ela realmente queria algo comigo? E o Kaulitz? Pelo que entendi os dois estavam juntos.

-Lena, você não namora o Tom?

-Não. Eu e Tom tivemos algo no passado, mas foi só flerte. Bem, se você está mudando o foco da nossa conversa, lhe refresco a memória e vou direto ao assunto.

   -Lena, você é minha amiga. - Eu não poderia ficar com Lena. Se o Kaulitz gostasse dela, eu perderia sua amizade. Afastei-me com cautela, mas a garota insistiu

   -Moritz, pára de se policiar. Somos livres e solteiros. O que nos impede?

    Lena tinha razão. O que nos impede?

          Ela ficou em frente á mim e me empurrou na parede gelada do chalé, tirando minha jaqueta. Olhou-me e umedeceu de leve os lábios encarando minha boca. Entrelaçou suas mãos por minha cintura e pôs a mão embaixo da minha camisa. Foi passando suas unhas por minhas costas. Suas mãos estavam geladas e isso me excitou mais ainda. Fiquei um pouco atordoado com a situação, que me pegou desprevenido, mas me deixei levar pelos encantos dela. Passei as mãos por meus próprios cabelos jogando-os para trás, e Lena me empurrou mais ainda contra a parede. Lambi os lábios superiores dando uma leve mordiscada nos inferiores, segurando-a mais perto de mim.
          Empurrei a alta garota no sentido contrário e puxei seu cabelo passando a língua por seu pescoço. Seus olhos se reviravam de prazer. Nos beijamos levemente, bem devagar sentindo os devaneios de excitação pulsando no sangue; Nossas línguas se entrelaçavam de forma urgente que ficava a cada segundo mais intensa,conforme ela imprensava os quadris nos meus. Ela me provocava com seu gemido baixo em meu ouvido quando pus a mão por dentro de sua calcinha. Tirei sua blusa e ela se sentou na mesa. Lentamente passei minha boca na dela e ela ofegava em minha pele. Ela desabotoou meu cinto e segurou meu 'acessório' enquanto nos beijávamos. Ela me analisava com suas mãos de fada e a cada movimento, a euforia tomava conta de mim de uma forma absurda. Lena parecia querer isso tanto quanto eu. Incontrolavelmente com suas mãos geladas em mim. Estávamos nos tocando, quando alguém gritou pela janela.
 
-Lena! - Era o Bill. Nos entreolhamos, nos pondo de pé para recebê-lo. Eu vesti a roupa rapidamente. Lena não queria abrir a porta, mas eu insisti, pois mais que tudo eu não queria que ele desconfiasse.
 
-Entra Bill. - Disse Lena abrindo a porta num ato contra sua vontade, ainda ofegante, visivelmente desolada.

-Ah... Não sabia que vocês estavam... Atrapalhei algo? - Perguntou inclinada a cabeça em dúvida. Bill tinha agora, no lugar da face meiga, tinha uma expressão um tanto quanto irônica no olhar.

  -Não - Disse Lena, querendo dizer sim.
 
-Tá então. Se ta tudo ok vim chamar vocês pra dar uma volta. Liguei pra Nina. Ela tá na casa do meu irmão...

 -Vou me vestir disse ela entrando no quarto certamente reprovando a idéia, deixando eu e Bill sozinho na sala. Fiquei totalmente sem ação. Bill sempre me encarava com uma expressão receptiva, com um sorrisinho tímido como quem quer ser aprovado. Ás vezes eu me perdia em pensamentos relacionados a ele olhando para sua boca. Mas que diabos estava acontecendo comigo. Ele era um homem!

      Bill se pronunciou em uma voz falha se baixando um pouco de seu lugar na cadeira, quase sussurrando:
 
    -Então Georg, e você a Lena estão tendo algo? - Perguntou ele baixinho com uma expressão curiosa.
 
    -Sim e não. É complicado, pois acabamos de nos conhecer. E também tem outra... - Nessa hora encarei Bill e ele me devolveu como resposta um sorriso meigo como quem entende, mas sua expressão mudou para dúvida, então ele quis me esclarecer algumas coisas.
 
    -Olha Gê, não é nada pessoal, mas se for a Nina, eu e ela temos um relacionamento. Não é um namoro, mas ela é minha garota, sabe? - Nessa hora seu rosto angelical ficou rude e ele parecia estar falando sério. Ele olhou fixamente pra mim e se inclinou um pouco para frente como num desafio. Dei de ombros.
 
     -Sei. - Respondi seco de ironias.

     -Mas se a Nina quiser ela sabe que eu faço tudo pra ela ser feliz. - Disse ele com uma pontada de sarcasmo na voz olhando para meus braços ainda nus, sem a jaqueta enquanto ajeitava o moicano numa espécie de avaliação, se inclinado para encostar na poltrona voltando a seu lugar inicial. Dei um sorriso de leve abaixando os olhos com vergonha por causa daqueles gestos dele que andavam me deixando desconcertado.
 
     -Não vou pegar sua garota. Fica tranquilo. - Eu disse encarando seus belos olhos castanhos.
 
    -Confio em você, mas talvez ela poderia gostar - Naquela hora sua expressão me pareceu tão irônica e sexy com aquela sobrancelha levantada e sua maçã do rosto perfeita. Tive vontade de... Eu realmente não sabia o porquê daquela euforia que tomava conta de mim quando a expressão de Bill se transformava naquilo

      -Muito engraçado, Bill - Eu disse para descontrair. O que Nina, linda como era faria comigo? Ainda mais deixar Bill para se 'aventurar' com um cara sem graça e sem vida social como eu?

    Bill deu um leve sorriso, escorrido de sarcasmo.
 
    Lena se arrumou e saímos para buscar Nina e Tom. Os dois haviam dormido juntos. Pelo visto os Irmãos Kaulitz eram unidos até na hora do sexo. Será que além de compartilhar a mesma garota compartilhavam também experiências sexuais entre si? Gritamos na janela e alguém atendeu.
 
   -Bom dia gente, dormiram bem? - Perguntou Nina aparecendo na janela de soutien. Tom nos recebeu na porta. Ele estava com os músculos à mostra agarrou Lena pela cintura e lhe deu um beijo de língua. Nina riu e passou a mão por Bill que a beijou puxando seu cabelo. Eu ignorei aquilo. O que os quatro estavam esquecendo mesmo? Ah, sim, estavam esquecendo de mim. Sentei no puff preto, esperando por quanto mais tempo eu poderia permanecer ali...

Continua...

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