A cumplicidade entre amigos daqueles adolescentes certamente estava passando dos limites. Recebi uma ligação de minha mãe querendo saber detalhes da viagem em hora imprópria. Ela insistiu em perguntar de coisas que eu não estava a fim de relatar no exato instante.
-Filho? - Minha mãe perguntou do outro lado da linha. Quando ouvi sua voz me lembrei que estava com saudades de casa.
-Oi mãe. Como a senhora está? Estou com saudades de você e do papai. - Eu dizia as palavras olhando para as cenas fortes em minha frente. A cada coisa que acontecia minha expressão mudava bruscamente, mas as palavras saiam calmas com minha mãe. Para ela, do outro lado da linha eu estava numa situação normal...
-Gêzinho, quando volta pra casa, meu filho?
-Daqui a três dias, talvez - Respondi sem entusiasmo na voz
-Está se alimentando direito, dormindo bem...? - Minha mãe me bombardeou com várias perguntas eu mal as ouvia. Eu estava chocado.
A Drª Moritz não pararia tão cedo então eu somente a respondia que sim e que não, mas minha mente me fazia várias perguntas.
Nina era a garota de Bill, mas pegava o Tom? Ok. Lena fez de tudo para que eu transasse com ela, não chegamos nem a isso e ela resolveu pegar o Tom? Minha cabeça estava confusa.
-Filho você está me ouvindo - Ouvi uma voz feminina soar do outro lado da linha do meu celular. Hã? Ah, sim era minha mãe ainda.
-Tô aqui mãe. Vou ter que desligar porque tem uns amigos
aqui me chamando na porta.
-Filho, você está bem não é? Está se drogando? - A voz mulher da mulher se alterou.
- Mãe, a ligação ta ruim SHHHHH - Reproduzi um som bizarro no telefone, como uns chiados e desliguei. Ri comigo mesmo pela idiotice que fizera.
Voltei à espera. Eu estava agoniado quando levantei e resolvi sair. Eu estava alheio a aquela orgia entre amigos. Eles perceberam que eu estava esperando e tentaram parecer com que aquilo fosse normal.
-Pessoal agente vai ou não sair porra! To ficando com raiva. Vocês me chamaram aqui pra ficar nessa orgia? Eu sinceramente não quero participar e também desisti de assistir isso! - Saí e bati a porta com raiva sem esperar uma possível resposta. Na verdade eu sabia que era só vontade de participar também. Eu dava passadas longas até meu chalé e Nina saiu correndo atrás de mim
-Georg! Georg volta aqui, Gê! ‘Perái’, me deixa explicar - Nina corria vestindo o casaco.
-Mais tarde eu passo aí Nina. Vou pra casa dormir um pouco - Gritei enquanto continuava a andar rápido.
-Porra, Moritz, para aí - Nina me alcançou. Paramos na esquina da rua sem saída, onde criancinhas praticavam esqui na beira da enorme montanha.
- Desculpa Gê, mas você é sempre tão calado. Faz só suas brincadeiras, mas não demonstra do que você realmente gosta. - Disse ela cansada com a corrida. - Agente se pega porque agente é amigo. Você não ficou com raiva do Tom não é?
-Não Nina. Ta, ele pegou a Lena, mas ele já era namorado, amigo ou sei lá o que dela antes de mim. - Respondi dando de ombros.
-Gê, quando a Lena me disse pelo telefone antes de eu chegar que havia conhecido um garoto, ela tinha um tom diferente na voz. Parecia vislumbrada. Ela certamente viu em você certa possibilidade de ter alguém mas sem abdicar de sua liberdade. Mas ela não quer compromisso. Talvez nunca vá querer. Apenas se divirta com ela, pois é isso o que ela quer. Assim como eu e o Bill. Agente pega um aqui, outro ali, mas no fim estamos sempre juntos, pois nos gostamos. É algo como um relacionamento aberto. É isso que ela quer com você.
-Eu só quero me divertir tanto quanto vocês. Minha vida se resume a estudar receber ordens dos meus pais... Mas eu não sou santo, sabe? Só não tenho oportunidade de pôr meus planos em prática, pois não tenho vida social. Os amigos que tenho são imaturos. Nunca entenderão minhas necessidades como um homem, mas sim como um garoto. Eles acham que não tenho vontade de sair, beber, transar... Isso é totalmente patético. - Desabafei, afrouxando um pouco o corpo.
-Então o que te impede? - Disse Nina sorrindo como num desafio.
-Sei lá. - Dei de ombros.
-Então vamos beber algo no festival de inverno hoje à noite? Extravasar um pouco. Não perca a oportunidade quem tem, já que quer isso mais que nunca.
-Promete que vamos nos divertir? - Perguntei como numa súplica.
-Só se você se permitir - Disse Nina com um olhar malicioso pra mim. Eu lancei de volta o olhar. Nós dois sabíamos o que aquilo queria dizer...
* * *
A Noite, no festival eu estava disposto a fazer TUDO o que eu não havia feito por medo essas quase duas últimas semanas. Eu e Nina tínhamos meio que um trato. Diversão.
Nina me abrira os olhos.
Então, fui até o chalé de minha 'namorada'
-Lena! - Gritei. Gritei mais umas duas vezes e ela me atendeu.
-Fala Gê - Ela respondeu antes de abrir a porta. E saiu.
Ela estava simplesmente linda. Seus olhos eram contornados de uma maquiagem azul que combinava com suas mechas no cabelo e a boca vermelha me fez sorrir internamente. Lena usava um vestidinho preto de bolinhas brancas e sua inconfundível jaqueta de couro. Seu corpo era entrelaçado por meus olhos a fim de despi-la naquela noite. Aquela mulher estilosa e absurdamente linda, podia ser minha. Um fiozinho de cabelo caiu por seu fino rosto.
-Então Gê, o que faz aqui? Não ia pro festival com o Tom? - Ela parou em frente à porta.
- Não, resolvi passar aqui pra te levar, se não for com outra pessoa - Perguntei. Isso, para ambos soou como um convite para sair. Lena sorriu lisonjeada, mostrando suas covinhas.
-Uhm, um convite Sr. Moritz? - Lena sorriu.
-Sim, um convite - Arqueei uma sobrancelha.
-Ok, então. Quando chegar com você na festa as garotas vão morrer de inveja. Vou ouvir depois da festa 'Sabe a Lena? Estava com um loiro alto, de cabelos longos, olhos verdes... ' - Ela fez uns gestos com a mão, passando-as por mim enquanto explicava a si mesma os detalhes. Eu sorri em falsa reprovação.
-Já está pronta então?
-Claro! Vamos daqui mesmo então. - Lena me puxou pela mão e fomos pelo caminho.
* * *
Eu e Lena estávamos oficialmente na mesma situação que Bill e Nina.
Fui cumprimentar os Gêmeos assim que eles chegaram. Mais uma vez fiquei vidrado no Bill. Nina estava entrelaçada na cintura de Bill. Ela parecia estar ansiosa para que algo acontecesse.
Na companhia de todos fomos tomar nossos primeiros drinks da noite. O festival estava ótimo e frio fez com que tudo ficasse ainda mais receptível. Bebemos muito e Tom logo ficou bêbado
-Boa noite senhoras e senhores... Quero fazer um brinde à... Como é mesmo seu nome, querida? - Tom Levantou a taça de vinho e falou olhando para a garota loira e peituda a seu lado.
-Lindsay, querido - A garota não se importou com o esquecimento. Tom assentiu. Puxou-a pela cintura com uma das mãos e com a outra permaneceu com a taça levantada.
-Lindsay, a mãe dos meus filhos! - Tom tropeçou em sua própria perna. Lindsay deu um selinho no pobre bêbado.
Tom cambaleou até a pista de dança e tirou Lena para dançar, que se encontrava do meu lado deixando a tal Lindsay abandonada na beira do recinto. Nina a chamou para dançar. Meus amigos estavam visivelmente bêbados. Eu ri com situação. Bill parou ao meu lado, tão sóbrio quanto eu. Nos entreolhamos. Aquele olhar queria dizer que era hora de voltar para casa.
Bill esperou Nina olhar e faz um sinal com a mão para que ela se aproximasse. Ela se dirigiu até nós.
-Vamos pra casa? - Perguntou Nina
-É. Meu maninho ta precisando de uma caminha.
Bill se dirigiu até a pista de dança e puxou Tom, que gritava e mandava beijos para as pessoas ao redor.
-Vamos, seu pudim se cachaça! - Bill gargalhava ao ver Tom se debatendo para não deixar o lugar. Pegou Nina pelo braço e a beijou guiando-a até a porta de saída.
Peguei Lena e a beijei também, mas com delicadeza, afinal, ela estava mais bêbada do que nós dois.
* * *
Fui dormir no chalé dos irmãos Kaulitz com as meninas e eles. A noite estava menos fria.
Estendi os dois colchões no chão da sala enquanto as meninas se trocavam. Deitei-me e Lena veio e se aconchegou ao meu lado.
Todos dormiam exceto Bill e Tom. Eles brigavam por causa da bebedeira de Tom, dentro da cozinha.
-Porra, Tom eu nunca posso te deixar sozinho, cara? Você sempre fica bêbado e estraga tudo! - Bill sibilou com a voz alterada
-Pára de bancar o viadinho, Bill. Até parece que você nunca bebeu na vida, sr.Perfeito. Me deixa em paz. - Tom virou as costas indo em direção à sala
-Você é patético. - O alto garoto cuspiu entre dentes.
-Sou patético porque comi seu cu - Tom deu meia volta e calou o irmão com um beijo. Bill enrijeceu.
-Pára com isso Tom, deixa de ser nojento. Sabe que não gosto dessas brincadeiras idiotas.
-Você gosta sim, irmãozinho - Um sorriso sacana se abriu em seu rosto. - Vai dizer que quando te peguei com força você não gostou?
-Isso foi há muito tempo, seu idiota.
-Bill, vamos matar a saudade. Como nos velhos tempos?
Tom pegou-o pela cintura e encostou novamente os lábios nos do irmão, pressionando sua língua para dentro. Bill tentou resistir, mas o gêmeo foi mais forte.
O irmão pressionou os quadris contra o do mais alto deslizando uma mão por seu zíper e a outra se cravou em seu moicano, desfazendo-o. O gêmeo ofegou de leve. De repente ouvia-se os estalos de suas línguas se enroscando uma na outra e uns gemidinhos ofegantes.
De repente Bill parou. Olhou para a porta e arregalou os olhos ao se deparar comigo, testemunhando aquele caso bizarro de incesto. Tentei me mover, mas eu estava incrédulo demais para
fazê-lo. Olhei Tom e ele retribuiu o olhar... O que eles poderiam me dizer sobre aquilo?
Continua...



