sábado, 30 de julho de 2011

Ep.4 - TWC Estendido

   
  A cumplicidade entre amigos daqueles adolescentes certamente estava passando dos limites. Recebi uma ligação de minha mãe querendo saber detalhes da viagem em hora imprópria. Ela insistiu em perguntar de coisas que eu não estava a fim de relatar no exato instante.

   -Filho? - Minha mãe perguntou do outro lado da linha. Quando ouvi sua voz me lembrei que estava com saudades de casa.

    -Oi mãe. Como a senhora está? Estou com saudades de você e do papai. - Eu dizia as palavras olhando para as cenas fortes em minha frente. A cada coisa que acontecia minha expressão mudava bruscamente, mas as palavras saiam calmas com minha mãe. Para ela, do outro lado da linha eu estava numa situação normal...

     -Gêzinho, quando volta pra casa, meu filho?

     -Daqui a três dias, talvez - Respondi sem entusiasmo na voz

      -Está se alimentando direito, dormindo bem...? - Minha mãe me bombardeou com várias perguntas eu mal as ouvia. Eu estava chocado.

        A Drª Moritz não pararia tão cedo então eu somente a respondia que sim e que não, mas minha mente me fazia várias perguntas.
        Nina era a garota de Bill, mas pegava o Tom? Ok. Lena fez de tudo para que eu transasse com ela, não chegamos nem a isso e ela resolveu pegar o Tom? Minha cabeça estava confusa.

      -Filho você está me ouvindo - Ouvi uma voz feminina soar do outro lado da linha do meu celular. Hã? Ah, sim era minha mãe ainda.

       -Tô aqui mãe. Vou ter que desligar porque tem uns amigos
aqui me chamando na porta.

       -Filho, você está bem não é? Está se drogando? - A voz mulher da mulher se alterou.

       - Mãe, a ligação ta ruim SHHHHH - Reproduzi um som bizarro no telefone, como uns chiados e desliguei. Ri comigo mesmo pela idiotice que fizera.

        Voltei à espera. Eu estava agoniado quando levantei e resolvi sair. Eu estava alheio a aquela orgia entre amigos. Eles perceberam que eu estava esperando e tentaram parecer com que aquilo fosse normal.

   -Pessoal agente vai ou não sair porra! To ficando com raiva. Vocês me chamaram aqui pra ficar nessa orgia? Eu sinceramente não quero participar e também desisti de assistir isso! - Saí e bati a porta com raiva sem esperar uma possível resposta. Na verdade eu sabia que era só vontade de participar também. Eu dava passadas longas até meu chalé e Nina saiu correndo atrás de mim

   -Georg! Georg volta aqui, Gê! ‘Perái’, me deixa explicar - Nina corria vestindo o casaco.

    -Mais tarde eu passo aí Nina. Vou pra casa dormir um pouco - Gritei enquanto continuava a andar rápido.

    -Porra, Moritz, para aí - Nina me alcançou. Paramos na esquina da rua sem saída, onde criancinhas praticavam esqui na beira da enorme montanha.

    - Desculpa Gê, mas você é sempre tão calado. Faz só suas brincadeiras, mas não demonstra do que você realmente gosta. - Disse ela cansada com a corrida.  - Agente se pega porque agente é amigo. Você não ficou com raiva do Tom não é?

   -Não Nina. Ta, ele pegou a Lena, mas ele já era namorado, amigo ou sei lá o que dela antes de mim. - Respondi dando de ombros.

   -Gê, quando a Lena me disse pelo telefone antes de eu chegar que havia conhecido um garoto, ela tinha um tom diferente na voz. Parecia vislumbrada. Ela certamente viu em você certa possibilidade de ter alguém mas sem abdicar de sua liberdade. Mas ela não quer compromisso. Talvez nunca vá querer. Apenas se divirta com ela, pois é isso o que ela quer. Assim como eu e o Bill. Agente pega um aqui, outro ali, mas no fim estamos sempre juntos, pois nos gostamos. É algo como um relacionamento aberto. É isso que ela quer com você.

   -Eu só quero me divertir tanto quanto vocês. Minha vida se resume a estudar receber ordens dos meus pais... Mas eu não sou santo, sabe? Só não tenho oportunidade de pôr meus planos em prática, pois não tenho vida social. Os amigos que tenho são imaturos. Nunca entenderão minhas necessidades como um homem, mas sim como um garoto. Eles acham que não tenho vontade de sair, beber, transar... Isso é totalmente patético. - Desabafei, afrouxando um pouco o corpo.
 
   -Então o que te impede? - Disse Nina sorrindo como num desafio.

   -Sei lá. - Dei de ombros.

   -Então vamos beber algo no festival de inverno hoje à noite? Extravasar um pouco. Não perca a oportunidade quem tem, já que quer isso mais que nunca.

   -Promete que vamos nos divertir? - Perguntei como numa súplica.

   -Só se você se permitir - Disse Nina com um olhar malicioso pra mim. Eu lancei de volta o olhar. Nós dois sabíamos o que aquilo queria dizer...
  
                                 * * *

        A Noite, no festival eu estava disposto a fazer TUDO o que eu não havia feito por medo essas quase duas últimas semanas. Eu e Nina tínhamos meio que um trato. Diversão.

        Nina me abrira os olhos.

       Então, fui até o chalé de minha 'namorada'

       -Lena! - Gritei. Gritei mais umas duas vezes e ela me atendeu.

       -Fala Gê - Ela respondeu antes de abrir a porta. E saiu.
       
        Ela estava simplesmente linda. Seus olhos eram contornados de uma maquiagem azul que combinava com suas mechas no cabelo e a boca vermelha me fez sorrir internamente. Lena usava um vestidinho preto de bolinhas brancas e sua inconfundível jaqueta de couro. Seu corpo era entrelaçado por meus olhos a fim de despi-la naquela noite. Aquela mulher estilosa e absurdamente linda, podia ser minha. Um fiozinho de cabelo caiu por seu fino rosto.

       -Então Gê, o que faz aqui? Não ia pro festival com o Tom? - Ela parou em frente à porta.

       - Não, resolvi passar aqui pra te levar, se não for com outra pessoa - Perguntei. Isso, para ambos soou como um convite para sair. Lena sorriu lisonjeada, mostrando suas covinhas.

        -Uhm, um convite Sr. Moritz? - Lena sorriu.

        -Sim, um convite - Arqueei uma sobrancelha.

         -Ok, então. Quando chegar com você na festa as garotas vão morrer de inveja. Vou ouvir depois da festa 'Sabe a Lena? Estava com um loiro alto, de cabelos longos, olhos verdes... ' - Ela fez uns gestos com a mão, passando-as por mim enquanto explicava a si mesma os detalhes. Eu sorri em falsa reprovação.

          -Já está pronta então?

          -Claro! Vamos daqui mesmo então. - Lena me puxou pela mão e fomos pelo caminho.


                                          * * *
       Eu e Lena estávamos oficialmente na mesma situação que Bill e Nina.
      
       Fui cumprimentar os Gêmeos assim que eles chegaram. Mais uma vez fiquei vidrado no Bill. Nina estava entrelaçada na cintura de Bill. Ela parecia estar ansiosa para que algo acontecesse.
      
       Na companhia de todos fomos tomar nossos primeiros drinks da noite. O festival estava ótimo e frio fez com que tudo ficasse ainda mais receptível. Bebemos muito e Tom logo ficou bêbado

       -Boa noite senhoras e senhores... Quero fazer um brinde à... Como é mesmo seu nome, querida? - Tom Levantou a taça de vinho e falou olhando para a garota loira e peituda a seu lado.

       -Lindsay, querido - A garota não se importou com o esquecimento. Tom assentiu. Puxou-a pela cintura com uma das mãos e com a outra permaneceu com a taça levantada.

       -Lindsay, a mãe dos meus filhos! - Tom tropeçou em sua própria perna. Lindsay deu um selinho no pobre bêbado.

        Tom cambaleou até a pista de dança e tirou Lena para dançar, que se encontrava do meu lado deixando a tal Lindsay abandonada na beira do recinto. Nina a chamou para dançar. Meus amigos estavam visivelmente bêbados. Eu ri com situação. Bill parou ao meu lado, tão sóbrio quanto eu. Nos entreolhamos. Aquele olhar queria dizer que era hora de voltar para casa.

         Bill esperou Nina olhar e faz um sinal com a mão para que ela se aproximasse. Ela se dirigiu até nós.

   -Vamos pra casa? - Perguntou Nina

   -É. Meu maninho ta precisando de uma caminha.

         Bill se dirigiu até a pista de dança e puxou Tom, que gritava e mandava beijos para as pessoas ao redor.

      -Vamos, seu pudim se cachaça! - Bill gargalhava ao ver Tom se debatendo para não deixar o lugar. Pegou Nina pelo braço e a beijou guiando-a até a porta de saída.

    Peguei Lena e a beijei também, mas com delicadeza, afinal, ela estava mais bêbada do que nós dois.
 
                                          * * *

      Fui dormir no chalé dos irmãos Kaulitz com as meninas e eles. A noite estava menos fria.
       Estendi os dois colchões no chão da sala enquanto as meninas se trocavam. Deitei-me e Lena veio e se aconchegou ao meu lado.
     
       Todos dormiam exceto Bill e Tom. Eles brigavam por causa da bebedeira de Tom, dentro da cozinha.

     -Porra, Tom eu nunca posso te deixar sozinho, cara? Você sempre fica bêbado e estraga tudo! - Bill sibilou com a voz alterada

     -Pára de bancar o viadinho, Bill. Até parece que você nunca bebeu na vida, sr.Perfeito. Me deixa em paz. - Tom virou as costas indo em direção à sala

      -Você é patético. - O alto garoto cuspiu entre dentes.
  
      -Sou patético porque comi seu cu - Tom deu meia volta e calou o irmão com um beijo. Bill enrijeceu.

       -Pára com isso Tom, deixa de ser nojento. Sabe que não gosto dessas brincadeiras idiotas.
   
        -Você gosta sim, irmãozinho - Um sorriso sacana se abriu em seu rosto. - Vai dizer que quando te peguei com força você não gostou?

        -Isso foi há muito tempo, seu idiota.

        -Bill, vamos matar a saudade. Como nos velhos tempos? 
       
        Tom pegou-o pela cintura e encostou novamente os lábios nos do irmão, pressionando sua língua para dentro. Bill tentou resistir, mas o gêmeo foi mais forte.
        O irmão pressionou os quadris contra o do mais alto deslizando uma mão por seu zíper e a outra se cravou em seu moicano, desfazendo-o. O gêmeo ofegou de leve. De repente ouvia-se os estalos de suas línguas se enroscando uma na outra e uns gemidinhos ofegantes.

          De repente Bill parou. Olhou para a porta e arregalou os olhos ao se deparar comigo, testemunhando aquele caso bizarro de incesto. Tentei me mover, mas eu estava incrédulo demais para
fazê-lo. Olhei Tom e ele retribuiu o olhar... O que eles poderiam me dizer sobre aquilo?





Continua...

domingo, 24 de julho de 2011

Ep.3 - Hematomas do Chalé


    Depois de ter conhecido a todos estávamos os cinco íntimos desde então. Eu sinceramente achava que passaria as férias sem os chatos dos meus pais, mas sozinho. A idéia de ter amigos novos nunca me fez ficar tão feliz na vida. Saíamos pra beber e nos divertir por Magdburg, que por sinal era bem aconchegante. Fiquei bem amigo de Tom, pois ele me mostrava todos os Points legais da cidade. Fiquei feliz por ter companhia nas minhas primeiras férias sem minha a 'mini' família composta somente por meus pais e eu, e principalmente por meus amigos serem tão unidos. De fato eu sabia que algo entre eles não estava certo e isso atiçou minha curiosidade De certa forma eu sabia que a relação deles era mais que de amizade. Deles? Eu mal sabia se Nina era realmente namorada de Bill, se Lena queria algo comigo e Tom... Bem, acho que todas queriam Tom. Ele certamente não era uma carta fora do baralho. Poderia eu obter minhas respostas naquela noite?
    No último fim de semana do recesso, fui logo de manhã ao chalé da Lena perguntar se iríamos fazer algo durante os últimos três dias de férias. Agasalhei-me bem, pois faziam 30°F. Saí neve a fora em direção a seu quarto.

   -Lena! - gritei perto de sua janela, ela apareceu pela fresta e me mandou entrar rápido, pois o frio estava congelante. Nestas quase duas semanas nós não havia entrado no chalé de nenhum dos meus novos amigos e nem eles nó meu. Entrei quase que correndo porta adentro para me abrigar do frio.
 
-Bom dia Gê. Veio me acordar?- disse Lena com sua cara sempre irônica virando as costas para mim, andando em direção a poltrona. Sentou-se e olhou para mim, esperando que eu me pronunciasse.
 
-Desculpa, mas fiquei com medo de a gente ficar sem tempo pra curtir os últimos dias. Vamos sair cedo hoje pra aproveitar bem. Liga pro pessoal. - Enquanto eu falava Lena se levantou devagar, me olhando fixamente, aproximou-se a uma distância que eu considerava perigosa, pois eu queria mais que tudo tirar a pouca roupa que ela usava naquela hora, com vigor, pois desde o primeiro dia em que a vi, tive um desejo nela. E Lena certamente não era de se dispensar fácil, fácil.
 
-Na verdade se você for agora acho que perderá muito mais seu tempo. Se ficar, prometo que te compenso - Lena me olhava. Eu realmente gostaria de saber onde ela queria chegar se insinuando daquele jeito

-Lena, eu só vim aqui pra perguntar se você vai sair com o pessoal. - Disse eu tentando fazer com a que a situação não piorasse.

-Gê, eu queria que soubesse que você é um cara bonito e qualquer garota faria de tudo pra te ter. - Lena deu um passo à frente. Minha expressão mudou de uma forma brusca. Ela realmente queria algo comigo? E o Kaulitz? Pelo que entendi os dois estavam juntos.

-Lena, você não namora o Tom?

-Não. Eu e Tom tivemos algo no passado, mas foi só flerte. Bem, se você está mudando o foco da nossa conversa, lhe refresco a memória e vou direto ao assunto.

   -Lena, você é minha amiga. - Eu não poderia ficar com Lena. Se o Kaulitz gostasse dela, eu perderia sua amizade. Afastei-me com cautela, mas a garota insistiu

   -Moritz, pára de se policiar. Somos livres e solteiros. O que nos impede?

    Lena tinha razão. O que nos impede?

          Ela ficou em frente á mim e me empurrou na parede gelada do chalé, tirando minha jaqueta. Olhou-me e umedeceu de leve os lábios encarando minha boca. Entrelaçou suas mãos por minha cintura e pôs a mão embaixo da minha camisa. Foi passando suas unhas por minhas costas. Suas mãos estavam geladas e isso me excitou mais ainda. Fiquei um pouco atordoado com a situação, que me pegou desprevenido, mas me deixei levar pelos encantos dela. Passei as mãos por meus próprios cabelos jogando-os para trás, e Lena me empurrou mais ainda contra a parede. Lambi os lábios superiores dando uma leve mordiscada nos inferiores, segurando-a mais perto de mim.
          Empurrei a alta garota no sentido contrário e puxei seu cabelo passando a língua por seu pescoço. Seus olhos se reviravam de prazer. Nos beijamos levemente, bem devagar sentindo os devaneios de excitação pulsando no sangue; Nossas línguas se entrelaçavam de forma urgente que ficava a cada segundo mais intensa,conforme ela imprensava os quadris nos meus. Ela me provocava com seu gemido baixo em meu ouvido quando pus a mão por dentro de sua calcinha. Tirei sua blusa e ela se sentou na mesa. Lentamente passei minha boca na dela e ela ofegava em minha pele. Ela desabotoou meu cinto e segurou meu 'acessório' enquanto nos beijávamos. Ela me analisava com suas mãos de fada e a cada movimento, a euforia tomava conta de mim de uma forma absurda. Lena parecia querer isso tanto quanto eu. Incontrolavelmente com suas mãos geladas em mim. Estávamos nos tocando, quando alguém gritou pela janela.
 
-Lena! - Era o Bill. Nos entreolhamos, nos pondo de pé para recebê-lo. Eu vesti a roupa rapidamente. Lena não queria abrir a porta, mas eu insisti, pois mais que tudo eu não queria que ele desconfiasse.
 
-Entra Bill. - Disse Lena abrindo a porta num ato contra sua vontade, ainda ofegante, visivelmente desolada.

-Ah... Não sabia que vocês estavam... Atrapalhei algo? - Perguntou inclinada a cabeça em dúvida. Bill tinha agora, no lugar da face meiga, tinha uma expressão um tanto quanto irônica no olhar.

  -Não - Disse Lena, querendo dizer sim.
 
-Tá então. Se ta tudo ok vim chamar vocês pra dar uma volta. Liguei pra Nina. Ela tá na casa do meu irmão...

 -Vou me vestir disse ela entrando no quarto certamente reprovando a idéia, deixando eu e Bill sozinho na sala. Fiquei totalmente sem ação. Bill sempre me encarava com uma expressão receptiva, com um sorrisinho tímido como quem quer ser aprovado. Ás vezes eu me perdia em pensamentos relacionados a ele olhando para sua boca. Mas que diabos estava acontecendo comigo. Ele era um homem!

      Bill se pronunciou em uma voz falha se baixando um pouco de seu lugar na cadeira, quase sussurrando:
 
    -Então Georg, e você a Lena estão tendo algo? - Perguntou ele baixinho com uma expressão curiosa.
 
    -Sim e não. É complicado, pois acabamos de nos conhecer. E também tem outra... - Nessa hora encarei Bill e ele me devolveu como resposta um sorriso meigo como quem entende, mas sua expressão mudou para dúvida, então ele quis me esclarecer algumas coisas.
 
    -Olha Gê, não é nada pessoal, mas se for a Nina, eu e ela temos um relacionamento. Não é um namoro, mas ela é minha garota, sabe? - Nessa hora seu rosto angelical ficou rude e ele parecia estar falando sério. Ele olhou fixamente pra mim e se inclinou um pouco para frente como num desafio. Dei de ombros.
 
     -Sei. - Respondi seco de ironias.

     -Mas se a Nina quiser ela sabe que eu faço tudo pra ela ser feliz. - Disse ele com uma pontada de sarcasmo na voz olhando para meus braços ainda nus, sem a jaqueta enquanto ajeitava o moicano numa espécie de avaliação, se inclinado para encostar na poltrona voltando a seu lugar inicial. Dei um sorriso de leve abaixando os olhos com vergonha por causa daqueles gestos dele que andavam me deixando desconcertado.
 
     -Não vou pegar sua garota. Fica tranquilo. - Eu disse encarando seus belos olhos castanhos.
 
    -Confio em você, mas talvez ela poderia gostar - Naquela hora sua expressão me pareceu tão irônica e sexy com aquela sobrancelha levantada e sua maçã do rosto perfeita. Tive vontade de... Eu realmente não sabia o porquê daquela euforia que tomava conta de mim quando a expressão de Bill se transformava naquilo

      -Muito engraçado, Bill - Eu disse para descontrair. O que Nina, linda como era faria comigo? Ainda mais deixar Bill para se 'aventurar' com um cara sem graça e sem vida social como eu?

    Bill deu um leve sorriso, escorrido de sarcasmo.
 
    Lena se arrumou e saímos para buscar Nina e Tom. Os dois haviam dormido juntos. Pelo visto os Irmãos Kaulitz eram unidos até na hora do sexo. Será que além de compartilhar a mesma garota compartilhavam também experiências sexuais entre si? Gritamos na janela e alguém atendeu.
 
   -Bom dia gente, dormiram bem? - Perguntou Nina aparecendo na janela de soutien. Tom nos recebeu na porta. Ele estava com os músculos à mostra agarrou Lena pela cintura e lhe deu um beijo de língua. Nina riu e passou a mão por Bill que a beijou puxando seu cabelo. Eu ignorei aquilo. O que os quatro estavam esquecendo mesmo? Ah, sim, estavam esquecendo de mim. Sentei no puff preto, esperando por quanto mais tempo eu poderia permanecer ali...

Continua...

Ep.2 - Euforia no Lago

Não vi a Lena por dois dias e já estava perdendo as esperanças de encontrá-la. Era fácil demais... Excitante demais essa história toda.
    Eu já estava me desanimando então fui até o lago congelado dar uma volta. Quem sabe encontraria ela? Estava bem Frio então coloquei uma jaqueta de couro como agasalho e fui sozinho. Sentei na beira do lago e por vários minutos tive uma sensação de esta sendo observado. Vi uma garota linda atrás de mim: Uma ruiva de cabelos lisos com um corpo bem excitante e com ela um possível namorado. Um branquelo alto, muito alto com uma expressão delicada e magrelo. Usava seu cabelo excelentemente bem cuidado num moicano preto... Fiquei pasmo com a beleza dos dois e incrivelmente chocado comigo mesmo por ter reparado demais no garoto. E ter sentido prazer na imagem dele. Levantei-me e eles me seguiram com olhar. Eles se beijaram enquanto eu os olhava. Se beijaram freneticamente, como animais. Aquele beijo não me pareceu desejo só dos dois... Pareceu-me um convite pra participar daquilo. Sorri prendendo os cabelos e continuei andando com as mãos nos bolsos.
   Voltei para a vila e vi a Lena mais um garoto com umas roupas largadonas sentados na porta do meu chalé. Inclinei a cabeça com dúvida
  - E aí Georg - disse o garoto - Sou Tom Kaulitz, amiguinho da Lena - Os dois riram
  -Oi Lena, prazer Tom. Por que demorou tanto pra vir aqui? - Perguntei sem ao menos me questionar toda aquela intimidade do amigo dela comigo.
   -Tava no chalé do Tom. - Eles riram novamente e fingi que não entendi. Eles estavam bebendo e me ofereceram uma Schwarz Bier. Aceitei e ficamos conversando sobre diversos assuntos enquanto bebíamos. Ficamos Meio 'alegres'... Eu certamente não era nenhum santo, mas aqueles dois deviam ter aprontado demais nas noites passadas. E eu sozinho na Porra do meu chalé podendo ter ela só pra mim. Tom Kaulitz é o Caralho - Pensei já bêbado.
   Continuamos a beber quando o casal do lago veio e nossa direção. Os dois cumprimentaram Lena. Eu estava vendo dois do Tom?
 - E aí gente - Disse o garoto com intimidade. Certamente era 'amiguinho' de Lena também - Esse deve ser o famoso Georg Moritz. - estendeu sua mão e eu, involuntariamente lhe dei um beijo no rosto.
 -Prazer...? - Perguntei com uma dúvida no rosto esperando sua resposta.
 -Bill Kaulitz - Respondeu ele estreitando os olhos e em seguida levantando uma das sobrancelhas. Fiquei assustadoramente perturbado com cada gesto dele. Totalmente excitado.
  -Sou Nina Hagen - Disse a garota ruiva que estava com ele me dando um beijo logo em seguida, com um ar de...Bem,um ar 'diferente'. Ela franziu as testa e riu consigo mesma num tom meio pervertido.
   -Estes os amigos de dos quais lhe falei. Conheci-os aqui mesmo, nas férias passadas. Georg, estes são os gêmeos Kaulitz e a Nina. - Disse Lena tentando disfarçar a verdadeira intenção daquele encontro.
   -Acho que já estamos devidamente apresentados então - Sorri sem graça olhando pro Bill.
    O que esse garoto teria pra me deixar tão fora de mim? O que, a ponto de querer ele mais que uma mulher? Eu sabia que se eu fosse adiante contrariaria tudo o que eu acreditei a vida inteira. Contrariaria o fato de eu ser hétero. E se meus pais descobrissem?E meus amigos? E Gustav, o que pensaria de seu irmão?Tudo estaria acabado. Mas será que valia a pena deixar aquele garoto surreal passar diante de mim sem deslizar minhas mãos pelo corpo dele uma só vez? Isso sim me perturbaria bastante.

Continua...

Férias com os irmãos kaulitz - Encontro (in)Feliz Ep.1 - A viagem de Georg

Toda viagem que fazia com meus pais era sempre a mesma chatice. Eles eram superprotetores e raramente me deixavam sozinho. Implorava por umas férias sem eles. Esperei até a véspera de meu aniversário para negociar uma viagem até Magdburg. Eu tentei convencê-los de que eu me cuidaria sozinho em outro estado. Queria conhecer Magdburg, acampar fazer amigos, mas sem eles... Que mal faria diversão a sós?
     Minha mãe, Drª Monika Moritz era um a mulher bem atarefada, mas quando se tratava de mim, ela arrumava tempo para supervisionar todas minhas atividades. Gostaria que eu fosse como ela e meu pai, Dr.Rudolph Moritz. Eu sinceramente amava música e não via garça na profissão de meus pais, embora eu me orgulhasse deles. Eu era jovem e buscava aventura, novas conquistas. Essa possível viagem era tudo o que eu necessitava para pôr alguns desejos em prática.                            
    Chegamos a um acordo e convenci meus rígidos pais, afinal, não é sempre que se completa 18 anos. Nunca fui um adolescente como os outros da minha cidade e isso só me incomodava na hora de fazer amigos. Mas quem liga? Eu iria até Magdburg sozinho. Desfrutaria de toda a diversão comigo mesmo. Aquelas férias eram minha chave para sair de meu mundinho de garoto perfeito. Eu faria bom proveito dela, sozinho ou não.

                      ...............................................................

       Em março, nas férias de inverno fui acampar. Faltavam 3 dias para meu aniversário. Eu estava ansioso dentro do avião no trajeto. Minha barriga saltava de emoção e enjôo. A viagem não foi muito longa e eu não via a hora do pouso do avião. Tentei durante o percurso me distrair com o ipod, o minigame e um até um breve cochilo. Mal adormeci fui chamado. Era hora de desembarcar...
      Desembarquei no aeroporto de Madgburg e fui buscar minhas malas. Peguei endereço do alojamento no bolso e chamei um táxi. Fui cantando no caminho. Minha esperança de férias boas estava começando a me visitar...
     Ao chegar ao enorme alojamento avistei uma vila com uns chalezinhos alinhados um ao lado do outro numa rua perto de uma pequena montanha. Era inverno e a Alemanha estava cinza. Procurei minha casinha de destino. Entrei e adorei o que vi: um lugar bem aconchegante. Coloquei as malas no quarto e observei um pouco o espaço onde eu ficaria por duas semanas ou mais.
     Era uma casinha de madeira mogno pintada de branco com o telhado em 'A' e duas janelinhas de cada lado; no meio havia uma porta de correr de vidro fumê, numa mistura de moderno com o antigo. Dentro havia um banheiro e uma sala bem decorada com poucos móveis: uma poltrona no centro uma estante com uma TV de plasma, que ocupavam a parte da frente pequeno imóvel. Havia também alguns quadros com fotos da pequena cidade. Nos fundos havia uma pequena cozinha americana com uma portinha ao lado, numa espécie de mini quarto ou closet.

     Deixei meus pertences na casa e fui andar para me familiarizar com o local. Andei pelo lago congelado, na mini pista de ski e numa pequena praça do outro lado da rua onde vi pessoas iguais a mim: certamente em busca de descanso de tudo. E de diversão...
    Tinha uns adolescentes por lá e por incrível que pareça me identifiquei com um deles... Uma delas, mais precisamente. Estava arrumando minhas coisas e ela veio puxar papo. Ela era bonita e tinha um rosto diferente. Certamente não era dali. Tinha as bochechas rosadas de uma cor meio latina. O cabelo era colorido de azul escuro em algumas mechas castanhas. O rosto era fino com uma aparência 'descolada'. Os olhos eram castanhos amendoados e o cabelo na altura da nuca. Usava maquiagem colorida e uma argola pendurada no septo. Vestia uma jaqueta preta com uma calça jeans, um coturno de fivelas e luvas. Falava com um sotaque diferente, meio puxado no 'r'.

   - Desculpe incomodar, mas você parece perdido- Falou ela em tom de ironia com instigação se aproximando de uma distância considerável. Eu olhei pra trás e me deparei com a tal garota. Sorri de canto e girei o corpo para encará-la. Ela se aproximou mais e sorriu em tom de espera arqueando as sobrancelhas. Levantei-me em cortesia.

  -É minha primeira vez aqui. Não sei se vou aguentar ficar nesse chalé sozinho por duas semanas. - Ria amigavelmente - Aqui é bonito, mas não curto ficar só, sabe? - Falei sem olhá-la mexendo na mochila que repousava em meu colo. Olhei pra ela aguardando sua aprovação.

   -Bem, posso te fazer companhia pelo menos na hora do almoço. Desculpa-me por te abordar assim logo de cara, mas to procurando amizades e você me pareceu de longe um cara interessante. Vi você chegando sozinho e imaginei que tivesse vindo sozinho. Podemos pode ser bons amigos em duas semanas, né?

   -Pois é. - Sorri outra vez, mas agora pensando numa certa 'possibilidade' Lena era uma garota atraente e se ela se deu o trabalho de vir falar comigo, poderia ter algo a mais naquela abordagem. ...- Ah, estamos conversamos e nem nos apresentamos um pro outro: Georg Moritz, Prazer.
 
   -Lena LeCompt

Lena me pareceu ser uma garota decidida e com bastante amigos. Confesso que achei estranho ela vir falar comigo de repente. Será que eu realmente teria sorte em fazer amigo tão rápido, sem ao menos procurá-los. A esperança pulsava novamente em meus pensamentos.

  -Você não é daqui não é Lena?

   - Não. Sou de Nice, França. Aliás, estou esperando uns amigos que devem chegar daqui a uns dias. Podemos ficar todos juntos nas férias... Nos conhecer melhor. Fazemos companhia uns para os outros - Ela disse, com um leve sorriso olhando para longe e depois para mim como se sentisse sozinha e estivesse na falta de um amigo. Eu assenti.

   -Espero que seja diferente essa experiência. Coisas novas a se ver. É,gostei da idéia. Aceito o convite. O que custa conhecer novas possibilidades não é mesmo? Te vejo amanhã então Lena? - Nessa hora estendi minha mão para me despedir ela se inclinou até mim e me beijou minha maçã do rosto, com bastante intimidade. Decidi somente sorrir, mas ela avançou e me de um abraço. Me arrepiei com a pele gelada de seu rosto em contato com o meu....

 -Tchau, Georg. Nos vemos amanhã aqui ás 13:00 ! - Disse já andando em sentido contrário ao meu ajeitando gola da jaqueta e sorrindo. Eu acenei parado em meu lugar, me perguntando se a partir daí isso realmente seria uma 'experiência interessante'...



Continua...



sábado, 23 de julho de 2011

Boa Noite pequenas aliens lovers de fanfictions, viemos (LetyHeilig e MariKaulitz483) por meio deste humilde e singelo Blogue convidá-lo(a)s a ler nossas Fics.
Gostaria de ser breve: aqui vais encontrar Fics de nossa banda favorita e alguns adicionais.
Mandem comentários críticas e sugestões para nosso facebook pessoal (links acima).
Espero que gostem. ^.^


Ah meninas,não podemos esquecer de dar uns lembretezinhos e avisos :


*As Fics aqui postadas não pretendem ofender ninguém pois é tudo ficção e qualquer semelhança com a realidade é puramente coincidência.*
**As Fics são destinadas a maiores de 18 anos se você é menor, saiba desde já que poderá conter palavões, Twincest, e Yaoi e sexo.**
***Se houver uma postagem de foto e quiserem copiá-la, favor deixar no mínimo um comentário***


Küss, Moderadoras Oficiais =*